segunda-feira, 28/09/2026
Mais de 10 mil profissionais de saúde deverão receber formação em interoperabilidade digital até 2028 no âmbito do XiA – Xpanding Innovative Alliance, um projeto europeu de quatro milhões de euros financiado pelo programa Erasmus+ e que envolve instituições de 18 países.
Coordenado pelo ISCTE, o projeto iniciou em 2025 e conta em
Portugal com a participação do Centro Algoritmi/Escola de Engenharia da
Universidade do Minho e da Unidade Local de Saúde de Santo António (Porto). Pretende
preparar profissionais de saúde, peritos de tecnologias digitais e outros
intervenientes para a implementação do Espaço Europeu de Dados de Saúde,
tornando mais fácil e segura a partilha de informação clínica entre diferentes
sistemas e países.
A equipa da UMinho –
coordenada pelo professor Manuel Filipe Santos e com os investigadores Francini
Hak e Ailton Veiga, entre outros – contribuiu já para se elaborar um modelo de referência das
competências necessárias para a interoperabilidade em saúde digital. O trabalho
identifica competências técnicas, semânticas, organizacionais, legais e éticas
necessárias a diferentes perfis profissionais.
“A Europa está a criar um
sistema comum para trocar dados de saúde e este projeto atua precisamente no
intervalo entre as regras e a capacidade das pessoas para as aplicar”, explica Manuel
Filipe Santos. Na prática, um profissional poderá aceder a informação clínica
relevante de um doente mesmo quando esta foi produzida noutro sistema ou noutro
país – desde que os sistemas consigam trocar e interpretar essa informação
corretamente.
+Info: LinkedIn, ISCTE