03/11/2026 - 04/11/2026
Campus de Gualtar, Braga
A Universidade do Minho recebe, nos dias 3 e 4 de novembro, o 6.º Encontro de Computação Avançada, organizado pela FCCN – Unidade de Computação Científica Nacional da FCT, com o apoio da UMinho. O evento reúne no Campus de Gualtar investigadores, especialistas, empresas e representantes de instituições nacionais e internacionais para debater o presente e o futuro da computação avançada em Portugal.
A computação avançada tornou-se uma ferramenta indispensável para a
ciência e a inovação. Permite simular fenómenos complexos, processar grandes
volumes de dados e treinar modelos de inteligência artificial, com aplicações
que vão da saúde e das ciências da vida ao clima, aos materiais, à engenharia e
à indústria. Para Portugal, dispor de infraestruturas digitais de nível
europeu, e das competências necessárias para as utilizar, é uma condição essencial
para a competitividade científica e económica do país.
A escolha da Universidade do Minho para acolher esta edição não é casual.
É no campus de Azurém, em Guimarães, que está instalado o Deucalion, o
supercomputador mais potente do país e parte da rede europeia de
supercomputadores EuroHPC. É também em Azurém que está em construção o novo
centro de dados da FCCN/FCT, que virá reforçar a capacidade nacional de alojamento
de infraestruturas de computação avançada e consolidar o campus como um polo de
referência nesta área. A UMinho é ainda associada do Centro Nacional de
Computação Avançada (CNCA), contando com membros no seu Conselho Diretivo e
assegurando a coordenação técnica desta instituição. Este envolvimento reflete
uma longa tradição da Universidade na área da computação avançada, construída
ao longo de décadas de investigação, desenvolvimento de infraestruturas e apoio
à comunidade científica.
Igualmente determinante é a formação avançada. As infraestruturas só
cumprem o seu potencial quando existem pessoas qualificadas para as explorar,
gerir e fazer evoluir. A UMinho tem apostado na formação de estudantes,
investigadores e profissionais nesta área, com destaque para o Mestrado em
Computação Avançada, que prepara especialistas em computação paralela e
distribuída, alto desempenho e processamento de grandes volumes de dados. Esta
oferta formativa contribui para criar a massa crítica de que o ecossistema
nacional necessita, num momento em que a procura destas competências cresce
tanto na academia como nas empresas.
“As infraestruturas digitais são hoje um pilar da ciência e da
inovação, mas também da modernização institucional. Um supercomputador como o
Deucalion, instalado na UMinho e operado pelo Centro Nacional de Computação
Avançada, não serve apenas a investigação de ponta: permite partilhar recursos,
dados e conhecimento com toda a comunidade científica e abre às empresas, em
particular as pequenas e médias, e outras instituições o acesso a capacidades
que de outra forma estariam fora do seu alcance. Acolher este encontro reforça
o compromisso da Universidade do Minho em ser um parceiro ativo na construção
do ecossistema nacional de computação avançada, potenciando o impacto desta
comunidade na investigação científica e na sociedade”, sublinha Nuno
Castro, Vice-Reitor da UMinho para a Modernização Institucional.
Um programa entre o balanço e o futuro
O encontro arranca na manhã de 3 de novembro com workshops do projeto
EuroCC3 e da Fábrica de IA BSC, este último dedicado à visão computacional. Da
parte da tarde, a sessão sobre o ecossistema nacional de computação avançada
fará um balanço do percurso da Rede Nacional de Computação Avançada (RNCA),
marcando simbolicamente o seu encerramento e a transição para uma nova fase dos
serviços nacionais. Segue-se uma sessão sobre a Fábrica de IA BSC e a
utilização da inteligência artificial na ciência e nas empresas.
Ao final do dia, os participantes poderão visitar o Deucalion e o novo
centro de dados de Azurém, mediante inscrição prévia. O primeiro dia termina
com um jantar no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, em Braga.
No dia 4, o Fórum de Utilizadores de Computação Avançada abrirá um espaço
de diálogo entre utilizadores, gestores de infraestruturas e decisores, para
partilhar experiências e recolher contributos para os serviços futuros. O
encontro encerra com a mesa redonda “E depois do Deucalion?”, uma sessão
estratégica sobre o estado da arte da supercomputação europeia, as AI
Gigafactories e os requisitos para uma próxima infraestrutura nacional. Ao
longo do evento serão ainda sorteados vouchers de acesso ao Deucalion e ao
MareNostrum 5.
Informações práticas
Data: 3 e 4 de novembro
de 2026
Local: Auditório B1,
Complexo Pedagógico 2, campus de Gualtar, Braga
Inscrições e programa: https://indico.fccn.pt/event/65
Contacto: computacao-avancada@fccn.pt