segunda-feira, 30/04/2018
O Prémio Príncipe da Beira em Ciências Biomédicas foi entregue a Sílvia Araújo Vieira, estudante de doutoramento no Grupo 3B’s da Universidade do Minho, pelo desenvolvimento de um processo inovador que permite o rápido tratamento dos doentes com diabetes. O galardão foi entregue às 14h30, no salão nobre do Município de Guimarães, por D. Afonso, Príncipe da Beira. O evento conta com a presença de responsáveis da UMinho, do Município de Guimarães e da Fundação D. Manuel II, que promovem a iniciativa.
O prémio pecuniário de 15 mil euros distingue um investigador de excelência nas ciências biomédicas, com menos de 40 anos de idade, pretendendo apoiar o seu plano de pós-graduação numa instituição de I&D. A iniciativa pretende premiar a excelência científica, abrir novos caminhos na investigação aplicada e ética, contribuir para o desenvolvimento de terapias avançadas e de uma nova geração de investigadores naquela área. O júri incluiu figuras e cientistas de mérito, como António Lobo Ferreira, Manuel Braga da Cruz, Rui L. Reis, Adalberto Neiva de Oliveira, Adelina Paula Pinto e António Ferreira.
Esta edição contou com 16 candidaturas. Sílvia A. Vieira foi distinguida pelo estudo Natural-based Hierarchical Platform for Islet Cell Transplantation and Vascularization (“Plataformas hierárquicas para o encapsulamento e vascularização das ilhotas”). Trata-se de um novo dispositivo para o rápido tratamento da diabetes tipo1, diminuindo os efeitos secundários para o doente. O método consiste no encapsulamento das células produtoras de insulina num hidrogel de origem natural, que posteriormente são colocadas em invólucros que promovem a vascularização do dispositivo. A Menção Honrosa (segundo lugar) foi para Diogo Libânio Monteiro, da Universidade do Porto, e na terceira posição ficou Elena Monzón Manzano, do Instituto de Investigação do Hospital Universitário La Paz (Espanha).